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sexta-feira, 12 de fevereiro de 2016

Tamanho do ovo de Páscoa diminui

Para ficar mais acessível ao bolso do consumidor, até o ovo de Páscoa neste ano encolheu. Pressão de custos entre 7% e 15%, atrelados ao dólar, como o preço do cacau e do açúcar, entre outras matérias-primas, fizeram as empresas reduzir o tamanho do ovo.



A Chocolates Munik, por exemplo, diminuiu o tamanho dos ovos de chocolate da linha saúde. O ovo diet da marca e o de cacau 50%, que na Páscoa do ano passado pesavam 200 gramas, foram reduzidos para 130 gramas, conta a gerente comercial e de marketing da empresa, Leila Detício. Com isso, o desembolso do consumidor diminuiu.

No ano passado, o consumidor gastava R$ 39,80 pelo ovo diet e R$ 34,90 pelo de cacau 50%. Neste ano, os preços são de R$ 26 e R$ 23, respectivamente. Ocorre que, o preço por grama foi mantido de um ano para outro, em R$ 0,19 no caso do ovo diet e em R$ 0,17 no ovo de cacau 50%. "Não estamos repassando 15% de aumento de custo de produção por causa da alta do dólar", explica a gerente comercial.

Além de reduzir os tamanhos das versões do ano passado, Leila conta que os três lançamentos da linha saúde deste ano também são menores, variam entre 100 gramas e 130 gramas. "Reduzimos o tamanho dos ovos da linha saúde porque o consumidor desse tipo de produto não é de comer muito chocolate", justifica. Mas também o fato de essa ser uma linha mais cara, feita com chocolate ao leite, também pesou.

No caso do ovo crocante da marca, que é top de linha, o tamanho também encolheu. Ele pesava 470 gramas na Páscoa do ano passado e hoje está sendo fabricado na versão de 410 gramas.

A TopCau é outra fabricante de ovos de Páscoa que trabalha com ovos de menor tamanho, até 250 gramas, porque 60% dos volumes fabricados são de produtos licenciados de personagens infantis, diz a gerente de marketing, Alais Valentini Fonseca. Neste ano, a empresa está produzindo miniovos, de 96 gramas, que representam um desembolso menor para o consumidor. A marca reajustou os ovos em 10%. As informações são do jornal O Estado de S. Paulo.

Fonte/Reprodução: Época Negócios

sexta-feira, 27 de novembro de 2015

Reportagem flagra 'fraudes' em lojas de Bauru antes de Black Friday

Os consumidores precisam pesquisar muito para não cair em fraudes durante as compras na Black Friday, promovida nesta sexta-feira (27) em várias cidades do Brasil e do mundo. No entanto, em Bauru, algumas lojas sobem os preços dias antes da data e, depois, reduzem para dar a impressão de que se trata de uma promoção. A prática é tão comum que a data é chamada de "Black Fraude".

A reportagem da TV TEM percorreu lojas da cidade e constatou que, na segunda-feira (23), uma geladeira era anunciada por R$ 1.790. Dias depois, o mesmo produto custava R$ 2.090. Com o desconto e pagamento à vista, a geladeira era vendida pelo valor cobrado no começo da semana. “Eu passo a semana inteira passando pelas lojas e vejo o mesmo preço. Quando o produto vai para promoção, não altera nada”, comenta a cuidadora de crianças Maria José Antônio.

Nos sites, uma televisão 3D de 40 polegadas era oferecida na segunda-feira por quase R$ 2 mil. No dia seguinte, por R$ 400 a mais. Na quarta-feira (25), o preço básico passava de R$ 3 mil e, com desconto da Black Friday, o valor voltou ao do início da semana.

A coordenadora do Procon em Bauru explica que os preços são livres, mas as empresas podem ser multadas se aumentarem os valores para depois darem o desconto em períodos de promoções. “O que a empresa não pode é subir o valor em um dia para a Black Friday com o intuito de fazer uma oferta em cima daquele preço anterior dizendo que aquilo é uma grande promoção. Nesse caso haveria um potencial enganoso e passível de autuação”, diz Valéria Cunha.

Para não cair em fraudes, o jeito é pesquisar bastante e comparar os preços. “Quando aparece um desconto, o consumidor deve verificar o mesmo modelo na concorrência e ver se está tendo alguma vantagem naquele momento”, ressalta o economista Reinaldo Cafeo.

Fonte/Reprodução: G1.com.br/Bauru
 
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